O Furo e a Censura

Publicado por Vivi em 31 de agosto de 2009.

Eu sei que a turma desse ano tá com o cronograma apertadíssimo, mas me bateu uma saudade desse meio pensante que é o IM e eu resolví postar uma das minhas atualidades preferidas e ocupar um pouquinho mais vocês. Alguém se habilita?

O assunto do momento na fórmula 1 é o acidente (que pelo visto não foi tão acidental assim) de Nelsinho Piquet na Corrida de Cingapura em 2008. Mais do que comentar a armação toda, queria dar destaque ao grande furo dado por Reginaldo Leme, comentarista da rede Globo.
Corrijam-me se estiver errada, mas há muito não via um furo tão característico: uma notícia bombástica e de fato exclusiva, cuja repercussão mundial vem sempre com os devidos créditos ao jornalista brasileiro.

Vocês lembram das aulas sobre fontes? Quem será o garganta profunda de Reginaldo Leme, que passou uma informação tão quente?

Já que tô por aqui, emendo:

Como, no Brasil democrático do século XXI, podemos aceitar a imposta pela família Sarney? Não bastasse a absurda distorção das notícias públicadas pel’O Estado do Maranhão nos domínios do coronel, agora O Estado de São Paulo vai ter que lutar contra o bigodudo e sua prole. A desfaçatez é tanta que, como diria Jorge Ben, DEU NO NY TIMES!

Linha Editorial da Revista

Publicado por a172832 em 27 de agosto de 2009.

Bom, este é o esboço da linha editorial que eu tinha feito antes das férias:

Para Quem:
Estudantes do ensino médio (1o público)
Jovens mais velhos (2o público)

Para que:
Para mostrar diferentes pontos de vista e informar sobre assuntos novos. Fazendo com que o leitor acabe a leitura com uma visão diferente sobre o que já conhece e amplie os seu conhecimento com assuntos novos. Sintetizando assim sua opinião própria a partir da crítica do que aprendeu.

O que:
Uma revista que aborde o novo, na qual o que é importa é mudar, revolucionar, abrir os olhos do leitor para tudo o que pode ser mudado e melhorado na sua vida, ao mesmo tempo que o informa do que está mudando e há de diferente a sua volta, abrindo-o para um mundo diferente, feito de novas oportunidades.

BandDebate – Vida Digital – Imperdível.

Publicado por alevoci em 2 de junho de 2009.

Blog do Debate: http://banddebate.colband.blog.br/

Comunidade: http://banddebate.ning.com/

O BandDebate foi criado para trazer para dentro do universo escolar questões da atualidade que, muitas vezes, as disciplinas curriculares não têm possibilidades de abordar. E instigar a discussão e o debate que, desde a Ágora clássica, é sintoma de democracia e de sociedade participativa. É um espaço de “oxigênio” dos estudantes em meio à correria de estudos, provas etc.

O formato que experimentamos é sempre aquele que valoriza a fala e questões dos estudantes. Geralmente temos 10 minutos para cada convidado apresentar seu fazer e o resto do tempo são questões provocadas por eles. Também transmitimos via webcast, de forma interativa, todo o debate.

Sobre nosso tema:
Estamos prontos para a participação na cultura, economia e política de uma sociedade conectada?
- A construção de conceitos e conhecimentos de forma colaborativa (os preconceitos, mitos, e a nova forma de pensar que implica o conhecimento coletivo).
- A nova economia (no caso aqui, temos o exemplo da eletrocooperativa)
- As novas formas de relacionamento (a amizade e o namoro virtuais)
- A Web 2.0 que é pouquíssimo explorada perto do potencial que tem. (A internet como possibilidade real de interação)
- A política que ganha tentáculos no mundo online. (os blogs: fanzines atuais).

ESPERO VOCÊS!

Ideias para o video ”Making Of” do I.M

Publicado por Mariana Pereira em 24 de abril de 2009.

Boa noite, boa noite. (:

Então gente, eu e pri bolamos algumas ideias, juntamos com outras que surgiram em classe e eis aqui o resumo delas. É grandinho, portanto, acomodem-se bem em suas cadeirinhas.

1. Dois Filmes

  • Para o Público em geral, mostrando como é o projeto, o que desenvolvemos ao longo do ano e nossa opinião sobre ele.
  • Para Nós mesmos com coisas engraçadas/internas, algumas entrevistas mais demoradas. Algo como um documentário mais profundo sobre o idade mídia.

O primeiro seria algo mais rápido e geral. Já o segundo não, seria algo mais demorado, para guardarmos como lembrança do ano – e do projeto.

A pessoa que fizer a reportagem para o site do Dimenstein na semana filmaria a si própria -para ficar bem marginal mesmo- realizando o seu trabalho para o site – como achou a pauta, o processo por qual passou, as entrevistas que fez- se fez alguma, os lugares que foi- se foi a algum. E também, nesta mesma semana, seria filmada por outro idademidiano – um pouco do seu dia-dia, como a mídia a atinge, o que a levou a fazer idade mídia etc – como se fosse um breve perfil daquela pessoa. Esta filmagem pode ser feita em qualquer dia da semana, porém, seria melhor se fosse na sexta feira, que é o dia do idade mídia.

Assim, poderíamos ‘mixar’ as duas filmagens e fazer transições de uma para outra, o que daria um efeito bem legal no vídeo.

- é curioso fazer algo assim porque, a cada ano, o idade mídia muda de cara e isto ocorre principalmente por causa daqueles que o compõem. Então, um breve perfil de cada um talvez desse uma idéia geral sobre o que o foi o I.M 2009.

Uma ideia também é, sempre que possível, levar câmeras conosco para onde quer que formos. Dessa forma, assim que vermos ou ouvirmos algo interessante- seja uma propaganda, algo que um dia pode virar matéria de pauta, ou qualquer coisa parecida – poder filmá-lo, registrá-lo de alguma forma. Porque o idade mídia não é apenas aquelas duas horas de sexta feira – é toda hora.

O vídeo trabalharia em paralelo com o projeto em si – com a revista. É só pensar nele como os bastidores, o making of. Como aquela parte debaixo dos livros onde há os comentários mais interessantes.

Outra idéia seria sairmos pela escola perguntando se as pessoas sabem sobre o Idade Mídia – porque a maioria não sabe. Poderíamos colocar isto, por exemplo, no começo do vídeo tanto do tipo um como do tipo dois, como se fosse uma introdução. É uma forma também, de divulgar o projeto.

Até este ano, não sabia ao certo o que era o idade mídia, porém sabia exatamente do que se tratava os cursos de biotecnologia, de teatro, de cidadania, mecatrônica, história da arte e todos os outros oferecidos pelo Band. Hoje, acho-o essencial na cadeia de cursos extracurriculares do colégio e um grande fator que poderia influenciar o aluno quando decide entre as áreas bandeirantinas.

Sobre a montagem do vídeo, existem várias maneiras desta ser feita. Mas, o importante agora, creio, é conseguir o máximo de material possível, para que nós possamos capturar de maneira melhor o que é o idade mídia que estamos montando.

Porém como as gravações, por exemplo, dos perfis teriam que começar agora – então este seria mais como ‘o que espero do idade mídia deste ano’ e coisas assim. Seria legal, no fim do ano, fazer uma mini entrevista de novo. Afinal, provavelmente será uma entrevista totalmente diferente, não só em relação ao curso, mas também em relação à mídia e ao mundo em geral a nossa volta.

Por hoje é só pessoal! Isto são apenas ideias que surgiram até agora, não quer dizer o video vai ser assim ou ter só essas caracteristicas. Então vamos lá, mais ideias, criticas e tudo o mais. Vale lembrar que esse video é de tooooodo mundo. Então, seria legal se em cada ideia, cada coisinha do video, tivesse um pedacinho de cada um de nós (: – que meigo, não?

até sexta, gente!

Publicado por alevoci em 22 de abril de 2009.

JORNALISMO E REALIDADE – ESTILOS DE REPORTAGEM
hunter
Pessoal,

Em síntese, vimos que uma reportagem não passa de uma história (em inglês, nem a palavra muda: story) que o contador (repórter), durante os tempo, contou de diversas formas:

1 – Com o mundo midiático maluco, ele se afasta da notícia (história) e busca depoimentos por fontes para contá-la: a PIRAMIDE INVERTIDA é o modelo atual, onde o primeiro parágrafo (lead) já conta quase tudo.

AUTORIDADE
IMPARCIALIDADE ASPECTOS POSITIVOS
AGILIDADE

SUPERFICIALIDADE
PASSIVIDADE ASPECTOS NEGATIVOS
ARTIFICIALIDADE

2 – Em meado dos anos 50, no Estados Unidos, já prevendo o enxugamento dos textos e a superficialidade das reportagens, um grupo de eescritores americanos funda o New Journalism. Cujo mote é:

Observar a realidade :

DEMANDA DE TEMPO ASPECTOS NEGATIVOS
TEMPO DE PERMANENCIA

MAIOR PROFUNDIDADE
SUBJETIVIDADE ASPECTOS POSITIVOS
NEW JOURNALISM

3 – Na década de 60, embalados pelo New Journalism, jornalistas como Hunter Thompson resolvem VIVER a realidade:

SUBJETIVIDADE TOTAL
ARTIFICIALIDADE MAIOR – O REPÓRTER É UM ATOR
IMEDIATO
AFASTAMENTO DA PAUTA
JORNALISMO GONZO (ENGRAÇADO)

Coloco aqui o link para o site da editora Conrad, no qual vocês podem ler o segundo capítulo de Medo e Delírio em Las Vegas ou mesmo reler o primeiro. Mas eu aviso: se fizerem isso, vai ser difícil não quererem ler o livro todo…

O cara de chapéu é o Hunter Thompson desenhado pelo ilustrador Charlie Powell.

Jornalismo ONLINE e suas características

Publicado por alevoci em 16 de abril de 2009.

Galera, como já falamos de jornalismo ONLINE, segue reportagem interessante:

O avanço do jornalismo clickstream

Andrew Currah

“A redação estava elétrica”, me disse um editor após a descoberta de Shannon Matthews, 9 anos, que esteve desaparecida por 24 dias em fevereiro de 2008. “Minutos após a publicação da história, nós assistimos os cliques subirem como um jorro de petróleo. Em apenas uma hora, nós recebemos 60 mil acessos!”

À medida que jornais e empresas de radiodifusão avançam online, elas estão encontrando novas formas de julgar o que torna grande uma história. Usando as mais recentes tecnologias de “análise da Internet”, os editores agora podem monitorar os rastros do “clickstream” – (fluxo de cliques) uma medição do que seus usuários optam por ler, assistir e compartilhar. As redações agora contam com telas planas gigantes suspensas do teto e pequenos aparelhos de mesa que inundam seus funcionários com um fluxo impiedoso de estatísticas da internet. Nunca antes o jornalismo de mercado foi tão visível.

Este admirável mundo novo tem aspectos positivos. As empresas de mídia podem oferecer precisamente propagandas “comportamentais” dirigidas, permitindo aos seus clientes visarem mensagens a grupos bem definidos de usuários. Alguns estão até mesmo utilizando ferramentas de neurociência para medir as fundações subconscientes do clickstream – explorando dados biométricos (atividade das ondas cerebrais, monitoramento dos olhos e resposta da pele) para avaliar a eficácia dos formatos das propagandas online. Em um momento de redução dos orçamentos publicitários, essas inovações podem salvar a pele do setor de mídia.

A nova tecnologia também ajuda as organizações de notícias a aprender como seus clientes gostam de receber suas notícias. A feroz concorrência online está promovendo melhores sites (por meio de vídeos, mapas interativos ou novos mundos virtuais), criando novas formas de interação com o público (por meio de blogs e murais de mensagens) e novos estilos de texto (organizados em torno de hiperlinks e “metadados semânticos”). Também as está forçando a compartilhar e colaborar: no início de março, o “The Guardian” anunciou que estava dando livre acesso para terceiros a toda sua infraestrutura digital. Mais importante, o clickstream fornece aos editores o retorno que os ajuda a reembalar notícias importantes, porém menos populares – como histórias do Afeganistão – para o maior público possível. Isso poderia tornar conteúdo de utilidade pública mais acessível – e todas as notícias mais envolventes e relevantes.

Mas há um lado sombrio óbvio. Em sua sede por retorno, os sites de notícias agora apresentam rankings provocantes, classificando as histórias por “mais clicadas” ou “mais enviadas por e-mail”. Com algumas exceções, os rankings são dominados por aquelas que envolvem os aspectos mais bizarros, mais idiossincráticos da existência humana, às custas de assuntos sérios porém abstratos, como o desenvolvimento internacional ou o meio ambiente.

A ironia disso não passou desapercebida pela revista satírica “The Onion”, que publicou uma história (piada) em 2007 alegando que a lista das “mais encaminhadas por e-mail” estava “fazendo em pedaços a redação do ‘New York Times’”. Sob pressão para “produzir artigos com estas qualidades mágicas de ‘clicar e enviar’”, alegava o artigo, os repórteres ganhadores do Prêmio Pulitzer tinham “pedido transferência para a estação de Viagem e Casa & Jardim”, onde o perfil digital deles provavelmente cresceria mais.

Mas esses assuntos, na verdade, são muito sérios. Enquanto os números de circulação dos jornais caem acentuadamente, especialmente nos mercados locais e regionais, é lógico que os publishers se aconcheguem sob o guarda-chuva das histórias populares. Ao refletir os interesses do público, eles podem atrair milhões de olhares e mais anunciantes. Este processo, por sua vez, estreita artificialmente o noticiário em torno de um punhado de histórias “principais” – como Shannon Matthews ou a situação difícil de Jade Goody. Também é mais fácil (e mais barato) rechear seu conteúdo com material pronto das agências de notícias ou de boletins de imprensa. Histórias que precisam ser encontradas, desenvolvidas e verificadas por uma rede internacional permanente de jornalistas são caras em comparação. E o clickstream também pode enviar um forte sinal de fadiga. Isto foi especialmente verdadeiro durante a guerra em Gaza. Enquanto a guerra se arrastava, o tráfego na internet por histórias de Gaza caiu acentuadamente. O conhecimento de que este assunto aparentemente importante afastava os leitores colocou pressão sobre os editores para reduzirem a cobertura do conflito tanto em seus jornais quanto online.

Hoje, apenas um punhado de publishers parece imune a estas tentações -principalmente aqueles cujos custos são subsidiados, como “The Guardian” (via o Scott Trust) e a “BBC” (via a taxa de licença britânica), ou cujo modelo de negócios se apóia no fornecimento de uma análise especializada, como o “Financial Times”. A maioria, por outro lado, está exposta a uma mudança sem precedente na demanda por notícias.

Os riscos de seguir cegamente o público estão claros aqui. Como Paul Starr argumentou recentemente no “New Republic”, os jornalistas há muito são “nossos olhos no Estado, nossa proteção contra os abusos privados, nossos sistemas de alarme cívico”. As novas tecnologias oferecem ótimas oportunidades mas, se mal usadas, podem colocar em risco o futuro da sociedade civil.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Para Brisa (zine)

Publicado por a180103 em 4 de abril de 2009.

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Para Brisa (zine)

Publicado por a180103 em 4 de abril de 2009.

Esse é o encarte de colagens

 

 

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Dicas de livros – Deu no New York Times

Publicado por a180103 em 4 de abril de 2009.

 

 

 

 

Deu no New York Times é fruto das experiências vividas pelo correspondente norte-americano Larry Rohter  durante quase quatro décadas passadas no Brasil. Enviado doNew York Times ao país entre 1999 e 2007, o jornalista já havia desempenhado a mesma função no final da década de 70 e no começo dos anos 80 na revista Newsweeke no jornal The Washington Post. Ao longo de todos esses anos, cruzou o Brasil entrevistando de presidentes e a anônimos. Só pelo jornal nova-iorquino, publicou mais de quinhentas reportagens. 
 
Este livro reúne textos inéditos nos quais Rohter analisa o país sob a ótica singular de um jornalista experiente e profundo conhecedor da nossa nação, escrevendo para o diário mais importante do mundo tratando de política, cultura, meio ambiente e raça, entre outros temas. Retrato do país que passa muito longe do Brasil “para gringo ver”,Deu no New York Times traz ainda algumas das melhores reportagens do correspondente sobre o Brasil e os brasileiros publicadas no jornal americano. Acompanhando os textos, o jornalista acrescenta comentários nos quais aproveita para dizer tudo que tinha vontade mas não podia, devido às restrições impostas por sua posição no NYT
 
Aqui, ele revela pela primeira vez os bastidores da polêmica tentativa, por parte do governo Lula, de expulsá-lo do país. Para Rohter, as razões que motivaram a tentativa de sua expulsão foram muito além do que uma simples indignação do presidente diante da reportagem do jornalista americano sobre seus hábitos etílicos. “Foi astuto da parte deles confundir Lula com o Brasil e argumentar que, ao “insultar” Lula, eu estava de algum modo também insultando a honra de todo o Brasil. Isso era demagogia, é claro. Mas é também uma técnica eficaz se você está tentando esconder alguma coisa muito desagradável ou desviar a atenção de falhas maiores, que, é claro, era exatamente a situação em que o PT se encontrava”, escreve Rother no capítulo “Lula e eu”.
           
Deu no New York Times é um livro crítico e franco: “Há um traço de egoísmo que permeia a vida cotidiana no Brasil. Todo motorista na rua parece pensar que é o único que está de carro, e dirige de acordo com essa idéia, sem considerar seus vizinhos e concidadãos. No banco, no cinema, no ponto de ônibus ou no supermercado, há normalmente alguém (ou vários alguéns) que acredita que é importante demais ou está com pressa demais para ficar na fila — e fura a fila”, analisa por exemplo o jornalista americano no capítulo “Sociedade”.
 
Embora em muitos momentos se revele também um cúmplice do Brasil, Larry Rohter não deixa de apontar e criticar o que considera apenas vícios e ilusões ufanistas dos brasileiros. Sua visão é de um americano que conhece o país como poucos brasileiros e que tem opinião e histórias para contar sobre vários temas relevantes. “Os brasileiros persistem em se descrever como ‘o povo mais cordial do mundo’, mesmo quando há índices evidentes apontando na direção oposta”, observa ele. “Mas é impossível não ficar impressionado com o otimismo que é uma parte básica do caráter brasileiro, a convicção de que ‘tudo vai dar certo’. Mesmo nas circunstâncias mais desfavoráveis, os brasileiros tentam animar uns aos outros: ‘Güenta firme, meu irmão’”, admite mais adiante.
 
Outro tema polêmico do livro que deve mexer com brios nacionalistas é a “questão amazônica”. Com base em extensa argumentação, o autor afirma que a idéia de que os estrangeiros cobiçam a Amazônia e tramam secretamente tomá-la do Brasil não passa de um “mito pernicioso”. Para ele, uma espécie de “paranóia brasileira” esconde também, além de fortes e óbvios interesses econômicos, nossa incapacidade de garantir a preservação da floresta. “A história da América do Norte e da Europa está repleta de exemplos de devastação que poderiam e deveriam ter sido evitados, mas essa me parece uma justificativa muito frágil para o abuso em larga escala do ambiente que ocorre hoje no Brasil”, pondera o jornalista. 
 
O resultado de Deu no New York Times é, enfim, um retrato ao mesmo tempo contundente e apaixonado do país. “Seria uma insensatez para qualquer estrangeiro ter a pretensão de “conhecer” o Brasil o suficiente para explicá-lo com autoridade para estrangeiros, que dirá para brasileiros. Espero ter evitado essa armadilha, e escrito um livro que não é sobre o Brasil, mas simplesmente sobre o meu Brasil”, escreve Rohter, que surpreende o leitor desconfiado em vários momentos com elogios rasgados ao país. Segundo o atento observador norte-americano, nossas qualidades vão muito além da caricata trilogia do samba, carnaval e futebol: “Os feito em ciência e tecnologia são uma das melhores maneiras de apagar a noção ainda remanescente de que o Brasil, como De Gaulle teria dito uma vez na década de 60, ‘não é um país sério’ e de projetá-lo no primeiro escalão da política global.”            
 
Sobre o autor:
 
Larry Rohter nasceu no dia 3 de fevereiro de 1950, em Oak Park, Illinois, um subúrbio de Chicago. Formou-se em história, política e economia na Georgetown University School of Foreign Service e fez pós-graduação em história e política da China Moderna no East Asian Institute da Columbia University School of International Affairs. Entre os prêmios que ganhou estão o americano Maria Moors Cabot e o Embratel, na categoria Melhor Correspondente Estrangeiro. Casado com uma brasileira, com quem tem dois filhos, Rohter mora atualmente em Hoboken, New Jersey, e continua trabalhando noNew York Times.

Fotos!

Publicado por Anna Gabriela em 3 de abril de 2009.

Bom, gente, aqui está o link das fotos das nossas aulas; se alguém tiver fotos e quiser que eu publique, só me avisar (e mandar a foto, claro, se possível avisando em qual encontro foi tirada). Pode mandar via email se preferir (annaweber@live.nl)

Enfim, o link: http://s590.photobucket.com/albums/ss344/idademidia/

Em breve, postarei as fotos de hoje (apesar de não ser uma quantidade enorme.. a câmera deu problema bem na hora asuhashu). Qualquer problema no álbum, me avisem via orkut/email.

Até! (:

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