Friday *-*

Por Karyn Souza (caso leia de segunda a quinta)

ou Por Christy Sixx (caso seja Sexta)

“Hoje é sexta-feira, dia de cerveja…”, assim diria o sábio cantor e todo aquele que vive o ritmo frenético e estressante de uma cidade como São Paulo. Com cerveja, vinho, tequila ou jurupinga, todo paulistano que se preste tem um elixir; todo bom trabalhador fica poderoso na sexta-feira.

Há uma atmosfera mágica ao redor deste dia. Além dos contos bíblicos da criação – afinal, segundo a lenda, o mundo foi “finalizado” em um sexta-feira e Deus iniciou, no mesmo dia, seu descando -, há ainda uma cultura que imprime nos seres humanos um sentimento de boemia e causa uma expectativa, uma verdadeira contagem regressiva para a “libertação” semanal.

As músicas, os filmes, tudo reforça a alegria e insanidade durante as sextas. “Party and party, and yeah! (…) Fun! Fun!”, reza a profecia de Rebecca Black que se tornou sucesso nas redes e “single” das sextas-feiras. São inúmeras as canções que narram diversas aventuras, super festas, micos, muita atitude, transformações drásticas, bagunça, etc etc. Sexta é dia de fazer tudo aquilo que sempre se sonhou não só ao longo da semana, mas, muitas vezes, da vida toda.

Abra suas asas, solte suas feras, beba até cair!! Pois, na segunda-feira, tudo se dissolverá em mais um início de regime e promessas de mudanças.Assim como a segunda-feira é o primeiro dia útil da semana, a sexta é o primeiro dia inútil. Na segunda, são traçadas metas de perda de peso, responsabilidades novas surgem e os estudos voltam às pioridades da agenda. Já na sexta, come-se tudo que se quer, os estudos podem esperar até a tarde de domingo, ao contrário da última aula de sexta, aquela mais longa, mais cansativa, mais impossível de ser superada. Porém no final das contas, ela é superada e, então, pode-se fazer tudo aquilo que sempre se vai querer esquecer ao superar a ressaca de sábado.

Portanto, na próxima sexta-feira, que as listas saiam da imaginação e que todos os desejos que forem mais tangíveis possam ser concretizados; e se uma sexta não for suficiente, haverá muitas outras! Como diria Kate Perry “Next friday night, do it all again!”.

#FICADICA —> No caso de inspiração, ouça:

Kate Perry – Last Friday Night

Rebecca Black – Friday

Sexta-feira – Biquini Cavadão

contador de histórias

Enquanto viajava me deparei com um texto, no meu livro didático de espanhol, sobre as diferenças de comunicação entre homens e mulheres (titulada “sexo oral”, bem criativo). Em suma, as mulheres se preocupam mais em interagir, enquanto os homens em passar a informação. No instante em que li que os homens priorizavam informar me lembrei do homem de minha vida. Homem com quem eu converso menos do que eu gostaria, sabe como é, é um homem trabalhador. E ainda divido ele com outra. Mas todas as vezes que eu converso com meu pai é incrivel. Todas as vezes.

Em qualquer situação que estivermos a conversa pode começar ou com uma piada absurdamente sem graca, com uma anedota, verdadeira, que <strong>vai</strong> ter alguma moral, ou com uma palestra sobre alguma coisa que ele sabe bem. Meu pai sabe sobre tudo, e bem até demais. E sempre que ele acaba seu monólogo nos encontramos em lágrimas, independentemente se estávamos conversando sobre o um futuro desconhecido, sobre família, doenças ou sobre o que estávamos comendo. Meu pai é um chorão. É uma das coisas que eu mais gosto nele.

Voltando as palestras ou anedotas de sua vida, que eu tanto amo ouvir, eu nunca lembro depois do que ele falou. Mas eu sempre me lembro de como eu estava me sentindo enquanto ouvia. Admirada, sem chão, pensativa, simplesmente envolvida em suas palavras. Meu próprio personal contador de historias.Por essas e outras meu pai me influencia muito. Me influenciou a querer jornalismo. Apesar de não trabalhar mais no ramo, ter sofrido muito como foca, me aconselhar a não seguir a carreira todos os dias. Foi ele que me inspirou a querer virar uma contadora de histórias.

Que nem ele.Te amo pai, feliz dia dos pais.

ps: o texto não está muito bom, perdão.

Tempo Pra Ter Tempo

Hoje ninguém mais tem tempo. É engraçado. O dia se encurtou de maneira quase inexplicável. Poderia citar a jornada de tabalho de um homem cujo ofício exige cada vez mais de seu esforço e eficiência, no entanto, por capricho meu, irei focar na juventude, que, de tão sobrecarregada, me parece até desejar todo o estresse que suporta. Aula de inglês, francês, alemão, espanhol, japonês, curso de violão, viola, violino, guitarra, baixo, piano, teclado, oboé, flauta, olimpíada de química e de matemática, teatro, biotech, projeto de sustentabilidade, Opencity, Idade Mídia. Então vem aquele senhor de idade: No meu tempo, nessa idade, já estava trabalhando! Essa criançada tá muito preguiçosa. Pois é. Mas o mais interessante é que este horário apertado se faz, na maioria das vezes, pela própria vontade dos jovens. O fato de, não apenas o mercado de trabalho, mas o mundo todo ter se tornado mais exigente gera um sentimento de insegurança quanto às próprias capacidades do adolescente, que o faz querer se aprimorar cada vez mais academicamente e em mais qualquer área que estiver ao seu alcance. A gente reclama: Queria que o dia tivesse mais uma hora. No entanto, a verdade é que, se fosse realmente acrescentada uma hora ao nosso dia, acharíamos uma maneira de preenchê-la com mais uma das mais estressantes atividades.

Pimenta para os olhos

 

Depois de passar horas estudando para a Avaliação Especial , nada mais justo do que um pouco de lazer .  A famosa  revista Veja , que eu gosto bastante , tinha acabado de chegar em casa , então fui pegar para ler.

A primeira coisa que fiz foi ler a capa , o que normalmente demora uns 30 segundos , me tomou uns bons 10 minutos . Por que ? Simplesmente pelo motivo de que eu não acreditava nos meus olhos . Chequei para ver se não tinha pego a Caras por engano , mas infelizmente era a Veja mesmo. Li milhares de vezes , buscando um sentido , um objetivo , nada.

Para aqueles que tiveram a sorte de não ver a capa , vou descrevê-la e quem sabe vocês consigam me entender . A foto era de uma mulher loira-oxigenada , com uma blusa de oncinha , uma saia preta e um copo dourado ( pois era de ouro) na mão . O título : “Socialite a qualquer custo” . Só vendo isso o meu estomago já revirou , quando eu li a descrição então , quase tive um enfarte : “Quem é Val Marchiori , a ex-vendedora de cosméticos que gasta até 75.000 reais numa tarde de compras , bebe champanhe em taça de ouro , paga suas aparições na TV e faz de tudo para ser aceita na elite paulistana.” Sim , meu caros , essa era a capa da VEJA São Paulo de hoje (18 de maio de 2011)

Tentei ler toda a matéria , mas apesar de todo o meu esforço não consegui terminar . As SETE páginas podem ser resumidas em uma palavra : futilidade . Aliás , acredito que nem essa seja o suficiente para descrever tudo aquilo . Nas primeiras páginas há algumas frases que ela falou durante a entrevista como : “Hello , jamais saio de casa sem estar com algum brilhante . Seria o mesmo que estar pelada” , “Pobre é uma desgraça , só anda de carro” . Já nesse momento o meu rosto estava vermelho de raiva . Pensei em fechar a revista e atirá-la do décimo segundo andar , mas disse a mim mesma que pior do que aquilo não ficava . Bom …. ficou. O texto falava sobre o seu apartamento de 14 milhões de reais , suas bolsas e roupas (só de grife , é claro) , suas jóias …. Entendem agora porque eu não li tudo ? As fotos mostravam a sala de seu apartamento , com destaque para um de seus sofás que custou 80 000 reais ; uma parte de seu closet (pois , acredito eu , que a câmera não conseguia captar toda a sua extensão ) ; ela fazendo academia ; ela escolhendo uma jóia e a última foto é ela jantando em um restaurante chique de São Paulo .

Depois de ver tudo isso decidi que iria escrever sobre isso no blog , para isso achei que seria necessário eu ler pelo menos um trecho do texto . Respirei fundo , sabia que algo monstruoso iria sair de lá . No trecho em que li há a descrição da ida de Val a joalheria Jack Vartanian . Pensei em várias maneiras de escrever o que eu li sem copiar , mas não conseguia passar todo o drama que a coitada da Val passou lá na joalheria . (recomendo que respirem fundo e coloquem o computador em um lugar seguro , caso tenham vontade de tacar algo no chão ) : “Duas semanas atrás , chegou de óculos escuros vermelhos , balançando seu cabelo loiro cuidadosamente ondulado. Cumprimentou os seguranças pelo nome e recebeu das vendedoras uma taça de Veuve Clicquot . No balcão da joalheria Jack Vartanian , dentro da NK store , provou uma corrente aqui , uma pulseira ali , mas seus olhos ficaram vidrados mesmo em um brinco de pedras vermelhas adornadas com brinco de brilhantes . Valor : 49.000 reais . Quando outra vendedora lhe mostrou um anel de 1700 reais da designer Ana Khouri , Val fez cara de indignada e rejeitou a oferta : “Hello , é tão baratinho que eu iria encontrar muita gente usando”.  Provavelmente a cara de vocês deve estar nesse momento parecida com a minha , a boca escancarada de incredulidade .

 A minha relação com a Veja é de longa data , por isso creio que desenvolvi um sentimento meio maternal em relação a ela .Quando terminei de ver essa matéria um dos meus pensamentos foi : Minha querida Veja , o que fizeram com você ?  Eu sei que é apenas UMA matéria no meio de várias outras , mas mesmo assim …..

Quero deixar bem claro que não estou de forma alguma criticando o jornalista que escreveu essa matéria .Aliás eu o adimiro por ter conseguido escrever . Entendo que a Veja deve ter recebido um bom dinheiro para publicar isso  , mas não sei se vale a pena arriscar tanto assim sua credibilidade .

Sobre a mulher da matéria , a Val , bom acho melhor eu nem comentar o que eu acho sobre ela , pois se eu começar acabo só amanhã e olhe lá . Só vou fazer um comentário : se eu fosse ela , se agisse como ela , teria vergonha de mim mesma e nunca iria  colocar em uma revista a minha vida fútil , sem valores e vazia para todo mundo ler.

Dizem que quando se perde a confiança é muito difícil recuperá-la . Então Veja , se prepare , porque me conquistar de novo não vai ser fácil não.

PS : Tudo isso me lembrou a última aula do idade mídia que a gente falou , dentre outras coisas , de linha editorial … Precisamos pensar bem na capa da nossa revista idademidianos , pois depois de hoje vi como ela é crucial ! Pode transformar a Veja São Paulo em uma Contigo.

10 Anos de Tranformações: Tecnologia

Não me interesso muito por este tema. Muito menos pelas propagandas do Itaú. Mas este vídeo representa tão bem as mudanças tecnológicas que aconteceram nestes últimos 10 anos que eu preciso colocá-lo aqui para quem quiser escrever sobre o tema (já avisando que eu não escreverei). Enfim… Aqui está:

http://www.youtube.com/watch?v=CbolNG66l_A

As crianças do vídeo tem a mesma idade que nós tínhamos 10 anos atrás… mas dá pra ver a diferença.

Gente Diferenciada

São 22:54 e eu deveria estar na minha cama, afinal em menos de oito horas tenho que estar de pé para mais um dia de Bandeirantes. Então vou ser breve. (Lembrando que eu nunca consigo ser, mas tudo bem.)

Nessa terça-feira, dia 10, a associação de moradores de Higienópolis fez com que parassem as obras da construção da estação Higienópolis-Mackenzie do metrô Linha Amarela, sob a justificativa de que ela atrairá ‘gente diferenciada’.  Esta iria causar a degradação das maravilhosas ruas do bairro sempre frenquentadas por gente de phynnyçyma. Não, eu não sou analfabeta. É só para adicionar glamour à palavra, afinal quem precisa de metrô quando se tem rykezza?

Por causa de 3.500 pessoas, milhões deixarão de ser beneficiados. As faxineiras, domésticas, caixas de supermercado, office boys, porteiros e zeladores que trabalham para esses poucos milhares terão que contar com um transporte público precário para ir e voltar de suas jornadas de trabalho.

Mas não é como se isso fosse problema da associação de moradores de Higienópolis, é claro. Eles tem os próprios carros, muitas vezes mais de um. Tem motorista e na pior das hipóteses, pegam táxi.

Metrô, aquele lugar de gente suja, diferenciada, pobre! Deus os livre de ter que conviver com essa gentalha, não é mesmo? Ônibus então! Nem mencione perto de uma dessas madames e monsieurs, sob risco de desmaio.

Moro na Linha Vermelha com orgulho, se me permite dizer. Tenho transporte ‘barato’ – não vou começar na questão da alta dos preços, isso fica pra mais tarde – e rápido na porta de casa. Não fico presa em engarrafamentos. E além de tudo queimo umas caloriazinhas por que pneuzinho – com o perdão do trocadilho – ninguém merece.

Não digo que o metrô de São Paulo seja fantástico e perfeito. Não é. Mas é necessário e, se os nova-iorquinos do Upper East Side conseguem conviver com a gente diferenciada que desembarca na Lexington Avenue, eu tenho bastante certeza de que as madames de Higienópolis se acostumarão conosco.

Por isso eu venho aqui convidá-los para o CHURRASCÃO DA GENTE DIFERENCIADA. Sábado, dia 14, em frente ao shopping Higienópolis. Começando as 14h com concentração na praça Vilaboim. Mais informações no evento do facebook.

São Paulo é uma cidade diferenciada.

Eu vou levar a farofa, e vocês?

 

PS. Nem comecem com ‘é porque é bairro de judeu’. Anti-semitismo é feio e Deus castiga, tá? Gente cretina vem em todas as cores, nacionalidades, religiões e sexualidades.

Impedimento

Por gerações, a mulher teve uma posição desprivilegiada na sociedade. Reservadas aos ambientes domésticos, resumidas ao casamento, escondidas atrás de véus, separadas do mundo externo por paredes físicas e psicológicas; as mulheres eram privadas de ter opinião, conhecimento e cidadania. Durante séculos, aliás, não existiu “A MULHER”, mas a entidade mãe, esposa e, até mesmo, o pecado em forma humana. Desta forma, o sexo feminino representou o conforto, a segurança, a beleza, a perdição e muitos outros sentimentos, porém não significou o “indivíduo”, a mulher.

Os anos passaram e movimentos feministas garantiram às mulheres direitos básicos como o voto. Hoje, elas têm trabalham, têm controle sobre suas vidas, carreiras, famílias e, depois da criação da pílula anticoncepcional, sobre sua fertilidade.

Sim, atualmente, as mulheres são seres livres política e economicamente, mas não socialmente. Sexo frágil, más motoristas, desprovidas de força física e mental para os esportes; estes são apenas alguns dos estereótipos que as cercam. Além disso, há ainda os preconceitos relacionados a determinados cargos como: engenharia, já que muitos homens pensam que as mulheres não têm habilidades com números; todo e qualquer tipo de cargo relacionado a transportes; cargos de chefia; ou áreas ligadas a esportes, principalmente esportes coletivos como futebol.

Aliás, para o sexo masculino, as mulheres não possuem qualquer conhecimento teórico ou prático de futebol. Muitos “machões” acreditam (e isto eu afirmo por experiência própria) que só há duas maneiras da mulher se envolver com o mundo da bola: sendo eleita “Musa do Brasileirão” em um programa aos sábados ou fritando bolinhos na cozinha enquanto o marido “petisca” e assiste ao jogo com os amigos na sala. Até posso ouvir: “Ô benhê, desce uma gelada aí!” Puf, ridículos…Entretanto, mal sabem que, enquanto eles pensam “quadrado”, presos a seus estereótipos, nós, mulheres, pensamos “redondo”, de modo mais flexível, arrojado e futebolístico.

Sim, bem amigos da rede bobo, as mulheres estão invadindo o plim-plim e adentrando o mundo dos esportes! Hoje, elas apresentam programas esportivos e, com isso, dividem o público alvo que, até pouco tempo, era, inquestionavelmente, masculino. Elas freqüentavam mais estádios, ocupam cargos de comentarista, bandeirinhas e árbitras em grandes clássicos. Aliás, para incentivar a inclusão feminina neste “impenetrável mundinho” masculino, durante a Copa do Brasil deste ano, principalmente em grandes partidas, o cargo de repositor de bola (aqueles “carinhas” que dão a bola para os jogadores em situações de arremesso lateral, tiro de meta e escanteio) foi ocupado por mulheres estudantes de Educação Física.

Diante de tudo isso, tornar-se quase impossível sustentar os estereótipos tão velhos e antiquados com relação ao sexo feminino. Tolos são aqueles que pensam que “mulher só é patroa em casa”, pois cresce mais, a cada mês, o número de mulheres formadas em Administração. Ah, claro, não podemos nos esquecer da nossa presidenta! (Chupaaa! UMA MULHER manda na bagaça toda aqui!!!) Mal informados são aqueles que afirmam que “mulher só sabe pilotar o fogão”, já que uma das melhores posições da Fórmula Indy e da Stock Car foi de uma mulher e, além disso, hoje é, cada vez mais comum, ver mulheres caminhoneiras, taxistas, motoristas de ônibus, pilotos de avião e oficiais da aeronáutica. Por fim, ainda há aqueles que têm a ilusão de que mulher não entende de futebol. Hello?! Uma das maiores lendas do futebol é uma mulher: Marta! Ela ganhou a Copa do Mundo Feminina, o Ronaldo não! Claro, isso não é bom, afinal, todos nós ficamos tristes em perder as duas últimas copas do mundo, porém, isso não tira o mérito da jogadora!

E se ainda alguém que duvide que nós, mulheres, saibamos o que é “impedimento”, apresento-lhes duas definições: quando um atacante recebe uma passe ou lançamento de outro jogador (meia ou atacante), mas se encontra à frente dos dois zagueiros do time adversário; ou quando, de alguma forma, alguém é impossibilitado de realizar algo. Em ambas as definições, um time, um jogador ou uma pessoa é impossibilitada de evoluir, progredir, atingir algo que deseja. Diante disto, a pergunta a ser feita é “Então, homens, vocês realmente sabem o que é um ‘impedimento’?

Opiniões Impopulares (Ou um texto sobre homofobia)

Só começando… Enquanto escrevo estou acompanhando, em outra aba, a decisão do Supremo sobre as uniões gays. Primeiramente ia ser um texto sobre Osama, Obama e antiamericanismo, mas esse fica para a próxima. Assim que eu superar o trauma de colocar um texto meu na internet, é claro. Isso… Pode demorar um pouco. Oh, well.

Todos nós as possuímos. Alguns as expõem, outros as guardam para si. Elas estão por aí, à solta, esperando o momento certo para se instalar na cabeça de um desavisado – ou mesmo de um avisado, por que não? – que cruzar seu caminho. Uma vez semeadas, são dificílimas de substituir, embora não de todo impossíveis. Afinal, estamos permanentemente mudando. A moda muda assim como a música, a história, as pessoas. As opiniões também mudam. Algumas são refinadas e aprofundadas, outras descartadas sem dó nem piedade.

Há pontos de vista que são compartilhados pela maioria. Religião, por exemplo, é uma questão de opinião. A democracia é nada mais que a manifestação da opinião de um povo, ou de sua maioria. Há aquelas que existem faz séculos, as que são passadas de geração para geração. E sempre há aquelas que diferem do resto, que cutucam, pentelham. Essas são as tais opiniões impopulares.

Modéstia a parte, sou a rainha desse tipo de opinião. Veja bem, não se trata de uma obsessão doentia em ser diferente ou de um viés de personalidade exibicionista como já me disseram. Nem adianta começar porque não é a primeira e nem a última vez que vou escutar algo do tipo, então nem se incomode.

O meu grande defeito – ou qualidade – é que não consigo acreditar em algo que simplesmente, bem, não acredito. E como karma não é brincadeira, e eu devo ter feito pole dancing na cruz ou algo do gênero, grande parte das coisas em que eu não creio são exatamente aquelas na quais a maioria… Sim.
Que fique claro que eu jamais vou tentar converter alguém ao meu ponto de vista, e nunca desrespeitaria alguém porque não compartilha da minha opinião. Além disso, minhas crenças são fundamentadas. Tudo aquilo que eu defendo é porque conheço, porque já li, já vi, já debati. Não se tratam de pensamentos etéreos, que surgiram do vazio.

Pra começo de conversa, estudo no Bandeirantes e sou de Humanas, e se isso não é ter uma opinião impopular, nada é. Sou atéia desde os onze anos. Acho que cabe a mulher, e não ao Estado e muito menos à Igreja o direito a escolha de abortar ou não. Leio a Veja – e gosto. Detesto antiamericanos de fim de semana – aqueles que não perdem uma oportunidade de criticar o Grande Satã imperialista, mas que correm para a Disney e para os outlets de Miami todas as férias – e abomino o politicamente correto exacerbado. Nem mencionem cotas raciais na minha presença, sob risco de descontrole. Sou contra a pena de morte – em qualquer circunstância – e… Defensora ferrenha da união e da adoção de crianças por casais gays.

G-a-y-s. Não venham com essa – com o perdão da piada – bichisse de homoafetivos, façam-me o favor.

Acho, ou espero que vocês lendo esse texto estejam pensando ‘Oras, mas isso não é uma opinião impopular, o que essa retardada está falando?’. É, mes amis et amies, mesmo em pleno século XXI, o que não falta a nossa volta são manifestações de homofobia. Na sua classe ou trabalho é bem provável que haja um homofóbico enrustido, daqueles que não admitem o próprio preconceito. Vá debater homossexualidade com ele e verá o seu maravilhoso arsenal de argumentos cretinos. Ele vai argumentar que não é homofóbico, só não gosta de gays e que não está batendo em ninguém com lâmpadas na paulista. Que bom. Mesmo.

Ainda assim, ele – ou ela, é claro – se acha superior por fazer parte da ‘família natural’. Você é hétero? Que bom para você! Eu também sou, e daí? Ser atraída pelo sexo oposto não me faz uma pessoa melhor, só me faz… Bem, gostar de pessoas do sexo oposto oras. A chamada ditadura gay não existe.

Vou contar um segredinho: o truque do pobre hétero oprimido não funciona. Não há ninguém enfiando o dedo na sua cara para te forçar a ser aquilo que você não é. Você pode se casar, receber pensão, adotar crianças. Não é marginalizado e nunca foi. A Parada Hétero é uma coisa pointless porque não há nenhuma bandeira a ser levantada.

Aliás, deixe-me contar outra coisinha: não há nenhum dia do Homem Branco Hétero porque, sabe, todos os dias sempre foram deles.

Sobre a adoção, por favor, me respondam: Como poderia ser melhor para uma criança ser criada em uma instituição e depois jogada no mundo do que receber um lar carinhoso e uma família que a ama, qualquer que seja essa família?

Se a grande preocupação é com a integridade sexual, vou contar minha ultima descoberta inovadora: casais héteros não tem só filhos héteros. Casais cristãos às vezes tem filhos ateus e pais engenheiros podem gerar filhos atores. Ah, jura? Desse mesmo jeito, casais gays podem sim criar crianças que não sejam homo. Ah, vá. Sério mesmo? Conta mais.

Isso se chama, deixa eu ver… individualidade. Viu como fazem falta aquelas aulinhas de sociologia que você matou?

Poderia escrever mais umas cinco páginas sobre o assunto, mas como ninguém vai ler mesmo eu vou parando por aqui. A votação no STF já está quase acabando, e até o momento de finalização desse texto está em 8×0 para o reconhecimento da união gay, faltando só dois votos. Com essa aprovação, quem sabe o próximo passo não é o casamento civil? A adoção? A queda da proibição à doação de sangue?

De qualquer forma, se esse fosse o placar de uma final de Libertadores entre São Paulo e Corinthians – para o tricolor, evidentemente – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Homofóbicos do meu Brasil! Esperneiem o quanto quiserem porque hoje nenhum de vocês vai acabar com a minha alegria. E dá licença que eu vou ali ouvir um pouco de Legião Urbana pra comemorar.


 

 

 

 

‘É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há’.

“Repetition is Reputation”

TEORIA DA “AGENDA SETTING” – construída por Walter Lippmann

“É uma das formas pela qual a mídia pode ter um efeito no público.  É a idéia de que a mídia jornalística, pela apresentação de notícias, vêm a determinar os  assuntos sobre os quais o público pensa e conversa.”

Em 1968 foi feito um dos primeiros “testes” para provar tal hipótese, na localidade de Chapell Hill, cidade pequena, conservadora e isolada que fica na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Nos 24 dias que antecederam as eleições nacionais, foram aplicados cem questionários, selecionados na relação de eleitores, de maneira a cobrir um universo variado de posição econômico-financeira, social e racial, dentre aqueles que se encontravam indecisos entre votar em  Hubert Humprey ou Richard Nixon. Feito isso, verificou-se que a mídia havia provocado um forte impacto e influenciado significativamente o eleitor. Mais do que influenciar o eleitor, a mídia também terminara por influenciar aos próprios candidatos. Muitos deles incluíram em suas agendas temas que, inicialmente, não constavam em suas preocupações. Isso ocorreu depois que os temas foram abordados por seus concorrentes e/ou pela mídia.

 

TEORIA DA “ESPIRAL DO SILÊNCIO” – construída por Elisabeth Noelle-Neumann

“Consiste na percepção de uma opinião pública como dominante. Há um intervalo entre a construção desta, sua divulgação e a sua aceitação. O medo do isolamento leva ao silêncio que, por sua vez, reforça a opinião dominante – a noção de um espiral indica o movimento de consolidação no tempo”

Um vídeo que exemplifica de forma bem rápida e nos faz pensar a respeito do impacto das mídias nas nossas “opiniões” e “decisões”: http://www.youtube.com/watch?v=3oH7GhKaZ6k

Para você, idademidiano que teve que sair mais cedo na última sexta-feira, aqui vai o fim da aula do nosso querido Alexandre Le Voci:
http://www.4shared.com/audio/hGp7JCma/ale.html

 

 

Arte, feita por nós para nós

Já comentei esse tema nas primeiras aulas, mas o fato é que eu o acho tão interessante que tive de vir aqui para desenvolvê-lo.

Muitas vezes, no mundo artístico, o valor de certo trabalho é atribuído pela pessoa de sua autoria. Isso me irrita. Se foi aquele artista tão famoso que fez, então a coisa deve ser de qualidade. Mentira. Ao menos para mim, o valor de uma obra não se deve pela sua complexidade ou pela técnica utilizada nela, mas sim pelo sentimento que ela causa às pessoas que a observam. Pessoas comuns, que você pode apenas conhecer, ou que podem ser seus amigos, ou que fizeram parte de sua vida de alguma maneira, são tão capazes de produzir algo bom e interessante quanto àqueles fomosos pintores, músicos ou diretores.

  • Arte no papel

Tenho muitos amigos desenhistas, aqui vai um trabalho incrível de minha amiga Melina Akemi (peguei outros desenhos de várias outras pessoas, mas não consegui colocá-los aqui).

  • Arte de papel

Minha tia, Leila Nishi, é artista e faz esculturas de papel muito interessantes. Aqui tem alguns trabalhos.

  • Arte na Câmera

Aqui tem algumas fotos que são bem simples mas que achei muito legais. Infelizmente, o autor delas não queria que eu citasse seu nome.

  • Arte no vídeo

Esse vídeo me surpreendeu pela simplicidade e qualidade de suas imagens. O nome da autora é Isabelle Anderson, ela é estudante e mora na California, Estados Unidos. O vídeo é feito inteiramente de imagens caseiras, que qualquer um tem salvo no computador. Penso que foi um ótimo trabalho de edição. Ela já fez vários, mas para mim, este é o melhor.

http://www.youtube.com/watch?v=fn-Rp2InGdA

  • Arte na Música

Vi esse vídeo no facebook outro dia e curti muito a voz da menina. Ela se chama Isabela Sarri e é estudante do primeiro ano aqui do Band.

http://www.youtube.com/watch?v=Ty5Eiug4GWM

Enfim, todos os trabalhos que coloquei aqui tiveram algum impacto sobre mim. Eles não foram feitos por ninguém famoso ou renomado, mas, pra mim, tem um valor enorme. Acho que a Arte é feita disso: de sentimento, de emoção, de paixão. Só isso.

Ps.: UM DIA, EU AINDA PASSO A KARYN!!!!