O que seria de mim?

Às vezes, aquilo que as músicas me trazem definem mais a mim mesmo do que meu próprio eu. Essas me assistem  ao fazer este trabalho tão difícil: definir o próprio ser além do que deste é conhecido e unânime – moléculas, átomos e células.O que seria de mim sem aqueles simples e delicados ou complexos e moldurados versos cantados à melodia? O que seria de mim sem aquelas antíteses que gritam ou metáforas que suspiram nos meus ouvidos? O que seria de mim sem prosopopeias que me auxiliam na escrita deste texto? O que de mim seria sem hipérbatos e paradoxos que confundem minha mente desconfundindo-a? Não sei o que de mim seria, mas tenho a certeza que em apenas uma música eu poderia encontrar tal resposta. Talvez nada seria. Um ser. Apenas ser. Ser sem definição. Aquele que é moléculas, átomos e células: não sente, não sofre, não chora, não grita, não sussurra, não escreve… Não define, só definha.

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