Dor de amigo

Está tudo fluindo pro lado errado
Aquela poeira que ali havia já não existe mais
O vento vem e me leva, sigo seu fluxo
Mas ele te leva também, então paro !
Você me olha… e para também
Fujo de seus olhares que parecem tão frustrados
Mas você me persegue com aquele sorriso forçado
Porém te respondo com minha lágrimas
Estas escorrem pelo meu rosto e caem num plano verde
Este plano está além do verde, é um outro colo
Mas não um colo qualquer, um colo amigo
Com quem compartilho minha dor
Ele sente
O plano já não está mais verde… está vermelho
É meu choro ? Não !
É o sangue daquele colo, é sua dor em forma clara
Ou melhor, escura: vermelha, vinho, púrpura
Seco minhas lágrimas: volta ao normal
Verde de novo, mas sem nada novo
A não ser aquele molhado, aquele gelado que fica
Mas aquilo esquenta… arde um pouco
Posso dizer que sufoca
Mas quando percebo, ele já está sem ar
Foi seu último suspiro, foi seu último gemido
Foi sua última dor, a dor de amigo!

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