Sacrifício de um corpo que é meu

Eu choro ardente, o desespero eu grito

Enquanto minha morte acontece nesse solstício

Eu canto amargo, livre eu lhe imito

Este corpo serve para meu sacrifício

Cansado estou eu de tantos padrões

Desejo é o meu de isso quebrar

Imitar livremente suas canções

Ou ser criativo sem tempo precisar

Correr por aí com a mente leve

Morrer novamente com coração pesado

Mágoas, dores e ódios esquecer na neve

Que nesse solstício cai comigo amarrado

A corda na árvore e meu pescoço naquela

A neve também eu quero imitar

Só com um detalhe diferente do dela

Quero cair sem o chão alcançar

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