BandDebate – Vida Digital – Imperdível.
Blog do Debate: http://banddebate.colband.blog.br/
Comunidade: http://banddebate.ning.com/
O BandDebate foi criado para trazer para dentro do universo escolar questões da atualidade que, muitas vezes, as disciplinas curriculares não têm possibilidades de abordar. E instigar a discussão e o debate que, desde a Ágora clássica, é sintoma de democracia e de sociedade participativa. É um espaço de “oxigênio” dos estudantes em meio à correria de estudos, provas etc.
O formato que experimentamos é sempre aquele que valoriza a fala e questões dos estudantes. Geralmente temos 10 minutos para cada convidado apresentar seu fazer e o resto do tempo são questões provocadas por eles. Também transmitimos via webcast, de forma interativa, todo o debate.
Sobre nosso tema:
Estamos prontos para a participação na cultura, economia e política de uma sociedade conectada?
- A construção de conceitos e conhecimentos de forma colaborativa (os preconceitos, mitos, e a nova forma de pensar que implica o conhecimento coletivo).
- A nova economia (no caso aqui, temos o exemplo da eletrocooperativa)
- As novas formas de relacionamento (a amizade e o namoro virtuais)
- A Web 2.0 que é pouquíssimo explorada perto do potencial que tem. (A internet como possibilidade real de interação)
- A política que ganha tentáculos no mundo online. (os blogs: fanzines atuais).
ESPERO VOCÊS!
JORNALISMO E REALIDADE – ESTILOS DE REPORTAGEM

Pessoal,
Em síntese, vimos que uma reportagem não passa de uma história (em inglês, nem a palavra muda: story) que o contador (repórter), durante os tempo, contou de diversas formas:
1 – Com o mundo midiático maluco, ele se afasta da notícia (história) e busca depoimentos por fontes para contá-la: a PIRAMIDE INVERTIDA é o modelo atual, onde o primeiro parágrafo (lead) já conta quase tudo.
AUTORIDADE
IMPARCIALIDADE ASPECTOS POSITIVOS
AGILIDADE
SUPERFICIALIDADE
PASSIVIDADE ASPECTOS NEGATIVOS
ARTIFICIALIDADE
2 – Em meado dos anos 50, no Estados Unidos, já prevendo o enxugamento dos textos e a superficialidade das reportagens, um grupo de eescritores americanos funda o New Journalism. Cujo mote é:
Observar a realidade :
DEMANDA DE TEMPO ASPECTOS NEGATIVOS
TEMPO DE PERMANENCIA
MAIOR PROFUNDIDADE
SUBJETIVIDADE ASPECTOS POSITIVOS
NEW JOURNALISM
3 – Na década de 60, embalados pelo New Journalism, jornalistas como Hunter Thompson resolvem VIVER a realidade:
SUBJETIVIDADE TOTAL
ARTIFICIALIDADE MAIOR – O REPÓRTER É UM ATOR
IMEDIATO
AFASTAMENTO DA PAUTA
JORNALISMO GONZO (ENGRAÇADO)
Coloco aqui o link para o site da editora Conrad, no qual vocês podem ler o segundo capítulo de Medo e Delírio em Las Vegas ou mesmo reler o primeiro. Mas eu aviso: se fizerem isso, vai ser difícil não quererem ler o livro todo…
O cara de chapéu é o Hunter Thompson desenhado pelo ilustrador Charlie Powell.
Jornalismo ONLINE e suas características
Galera, como já falamos de jornalismo ONLINE, segue reportagem interessante:
O avanço do jornalismo clickstream
Andrew Currah
“A redação estava elétrica”, me disse um editor após a descoberta de Shannon Matthews, 9 anos, que esteve desaparecida por 24 dias em fevereiro de 2008. “Minutos após a publicação da história, nós assistimos os cliques subirem como um jorro de petróleo. Em apenas uma hora, nós recebemos 60 mil acessos!”
À medida que jornais e empresas de radiodifusão avançam online, elas estão encontrando novas formas de julgar o que torna grande uma história. Usando as mais recentes tecnologias de “análise da Internet”, os editores agora podem monitorar os rastros do “clickstream” – (fluxo de cliques) uma medição do que seus usuários optam por ler, assistir e compartilhar. As redações agora contam com telas planas gigantes suspensas do teto e pequenos aparelhos de mesa que inundam seus funcionários com um fluxo impiedoso de estatísticas da internet. Nunca antes o jornalismo de mercado foi tão visível.
Este admirável mundo novo tem aspectos positivos. As empresas de mídia podem oferecer precisamente propagandas “comportamentais” dirigidas, permitindo aos seus clientes visarem mensagens a grupos bem definidos de usuários. Alguns estão até mesmo utilizando ferramentas de neurociência para medir as fundações subconscientes do clickstream – explorando dados biométricos (atividade das ondas cerebrais, monitoramento dos olhos e resposta da pele) para avaliar a eficácia dos formatos das propagandas online. Em um momento de redução dos orçamentos publicitários, essas inovações podem salvar a pele do setor de mídia.
A nova tecnologia também ajuda as organizações de notícias a aprender como seus clientes gostam de receber suas notícias. A feroz concorrência online está promovendo melhores sites (por meio de vídeos, mapas interativos ou novos mundos virtuais), criando novas formas de interação com o público (por meio de blogs e murais de mensagens) e novos estilos de texto (organizados em torno de hiperlinks e “metadados semânticos”). Também as está forçando a compartilhar e colaborar: no início de março, o “The Guardian” anunciou que estava dando livre acesso para terceiros a toda sua infraestrutura digital. Mais importante, o clickstream fornece aos editores o retorno que os ajuda a reembalar notícias importantes, porém menos populares – como histórias do Afeganistão – para o maior público possível. Isso poderia tornar conteúdo de utilidade pública mais acessível – e todas as notícias mais envolventes e relevantes.
Mas há um lado sombrio óbvio. Em sua sede por retorno, os sites de notícias agora apresentam rankings provocantes, classificando as histórias por “mais clicadas” ou “mais enviadas por e-mail”. Com algumas exceções, os rankings são dominados por aquelas que envolvem os aspectos mais bizarros, mais idiossincráticos da existência humana, às custas de assuntos sérios porém abstratos, como o desenvolvimento internacional ou o meio ambiente.
A ironia disso não passou desapercebida pela revista satírica “The Onion”, que publicou uma história (piada) em 2007 alegando que a lista das “mais encaminhadas por e-mail” estava “fazendo em pedaços a redação do ‘New York Times’”. Sob pressão para “produzir artigos com estas qualidades mágicas de ‘clicar e enviar’”, alegava o artigo, os repórteres ganhadores do Prêmio Pulitzer tinham “pedido transferência para a estação de Viagem e Casa & Jardim”, onde o perfil digital deles provavelmente cresceria mais.
Mas esses assuntos, na verdade, são muito sérios. Enquanto os números de circulação dos jornais caem acentuadamente, especialmente nos mercados locais e regionais, é lógico que os publishers se aconcheguem sob o guarda-chuva das histórias populares. Ao refletir os interesses do público, eles podem atrair milhões de olhares e mais anunciantes. Este processo, por sua vez, estreita artificialmente o noticiário em torno de um punhado de histórias “principais” – como Shannon Matthews ou a situação difícil de Jade Goody. Também é mais fácil (e mais barato) rechear seu conteúdo com material pronto das agências de notícias ou de boletins de imprensa. Histórias que precisam ser encontradas, desenvolvidas e verificadas por uma rede internacional permanente de jornalistas são caras em comparação. E o clickstream também pode enviar um forte sinal de fadiga. Isto foi especialmente verdadeiro durante a guerra em Gaza. Enquanto a guerra se arrastava, o tráfego na internet por histórias de Gaza caiu acentuadamente. O conhecimento de que este assunto aparentemente importante afastava os leitores colocou pressão sobre os editores para reduzirem a cobertura do conflito tanto em seus jornais quanto online.
Hoje, apenas um punhado de publishers parece imune a estas tentações -principalmente aqueles cujos custos são subsidiados, como “The Guardian” (via o Scott Trust) e a “BBC” (via a taxa de licença britânica), ou cujo modelo de negócios se apóia no fornecimento de uma análise especializada, como o “Financial Times”. A maioria, por outro lado, está exposta a uma mudança sem precedente na demanda por notícias.
Os riscos de seguir cegamente o público estão claros aqui. Como Paul Starr argumentou recentemente no “New Republic”, os jornalistas há muito são “nossos olhos no Estado, nossa proteção contra os abusos privados, nossos sistemas de alarme cívico”. As novas tecnologias oferecem ótimas oportunidades mas, se mal usadas, podem colocar em risco o futuro da sociedade civil.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Vamos escolher?
Amigos, postei uma enquete sobre que filme, que trata de alguma forma do tema mídia, poderíamos trabalhar no Idade Mídia. Está em nossa comunidade do Orkut.
Por favor, cadastrem-se na comunidade e votem.
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=222014
ps: Anna, belo post com a linha editorial do Radar.
Abs
Ale
IDADE MÍDIA 2009 – Que seja bem-vinda a turma nova
Tenho certeza que viveremos um ano cheio de descobertas, companheirismo, aprendizagem, emoção e sobretudo, desafio. Desafiaremos nossos limites a todo instante. O Idade Mídia é um convite a mergulhar no mundo da informação e construir uma bóia personalizada, para acabar não se afogando nesse mar
Pra começar, a turma precisa se conhecer, e os educadores precisam conhecer melhor todos para saber que curso montar para 2009, já que cada ano é diferente no Idade Mídia.

Algumas coisinhas pra gente pensar:
- Um Blog nasce a cada 15 segundos na Internet – *Fonte Comitê Internacional de Gestão da Internet
- Barack Obama gastou mais recursos de campanha na Internet e não na televisão, como outros presidenciáveis americanos – * Fonte: The New York Times
- O programa Hermes e Renato, da MTV, teve mais audiência no Youtube, onde acabou se consagrando, do que na própria TV aberta. * Fonte; MTV Brasil.
- Uma idéia na cabeça, uma câmera na mão – de Glauber Rocha, expoente do movimento Cinema Novo, no Brasil, na década de 60.
- Meu jornal é meu revólver – de Marcus Faerman, criador do jornal alternativo Versus, de 1964.
- Fazendo um vídeo, e conhecendo se processo de distribuição, eu acabo entendendo melhor como aqueles programas acabam na TV – estudante do colégio Gracinha, de São Paulo.
- O meio é a mensagem – Marshall McLuhan – teórico da Comunicação
- Qualquer política de educação que não considerar o cyberespaço como mediador de conhecimento está destinada ao fracasso – Pierre Levy, filósofo francês, em 1993.
Pautas da nossa Revista
Pessoal,
Depois de suar muito na nossa reunião de pauta, chegamos a bons resultados. Essa revista tem tudo para ser fantástica!
Vamos ler as pautas abaixo tentando visualizar a revsita como um todo.
1) Grupo: Giovanna, Flávia e Mariana
Pauta: Herança cultural da arquitetura urbana paulistana e como ela enriquece e valoriza a cidade.
2) Grupo: Matheus e Jéssica
Pauta: Ruas musicais. Como influenciam as bandas de jovens da cidade e as pessoas que querem estudar música. A importância da Rua Teodoro Sampaio para a cidade e pessoas que a freqüentam.
3) Grupo: Beatriz Helena e Vivian
Pauta: Centro da cidade: comparação entre o centro de São Paulo e os centros de outras cidades. Os Centros que passam de financeiros para históricos.
4) Grupo: Maria Isabel e Manuela
Pauta: Diferentes tipos de dança na Cidade de São Paulo que não são muito conhecidas pela população e como, de certo modo, têm sua ocorrência de acordo com a região da cidade.
5) Grupo: Cibele, Ana Luisa e Tamara
Pauta: Como a moda influenciou grandes estilistas da cidade de São Paulo e como esses estilistas devolveram suas criações para o dia-a-dia da cidade.
6) Grupo: Alessandro e Beatriz
Pauta: Diferentes pontos de vista sobre o bairro da Liberdade (internos e externos) e o dia-a-dia das pessoas que freqüentam o bairro, comparando-o com outros bairros orientais do mundo.
7) Grupo: Marthina e Felipe
Pauta: Pontos de encontro onde grupos e tribos discutem seu tema de interesse em comum, traçando assim sua própria cidade dentro de São Paulo.
Grupo: Fernando e Isaac
Pauta: Micro-comunidades de imigrantes dentro da cidade de São Paulo.
9) Grupo: Guilherme e Fernanda
Pauta: Como os estudantes da USP conseguem se sustentar na cidade de São Paulo, como jovens independentes e comparação dessa forma de vida entre São Paulo e outras cidades do mundo.
Linha Editorial
Após muito debate, e idéias interessantíssimas na roda, nossa linha editorial foi definida da seguinte forma:
Público – Alvo:
Primário: Jovens (14 a 25)
Secundário: Adultos (acima de 30).
Objetivo e Abordagem:
Abordar questões urbanas, com pautas que fogem do clichê e do lugar comum, que mostrem uma São Paulo cultural, econômica ou política, e relacionem esses aspectos da cidade com temas e outras cidades.
Exemplo: Falar do Graffiti em São Paulo, onde mais ele se encontra em outras cidades, a história do graffiti, como ele saiu das ruas e ganhou as galerias de arte, s principais grafiteiros etc.
São Paulo é só ponto de partida das pautas e torna-se um diferencial desta publicação.
Linguagem viusual e verbal:
Que respeite esse público alvo, criativa, com particiapação de todos.
Nome:
Importantíssimo ser defeinido para que um Logtipo possa ser criado.
Pautas:
Na famosa “Reunião de Pauta”, cada dupla de reportagem vai abordar uma pauta que consiga deixar a revista plural e completa.

O Rádio
Pouca gente sabe, mas o Rádio já ocupou no Brasil (nos anos 30 e 40) o papel de mídia de massa que hoje é ocupado pela televisão. Jornais, e até novelas, eram transmitidas pelas ondas do Rádio.
Hoje, longe dos centros metropolitanos, o Rádio ainda tem uma importância grande pois seu sinal tem mais alcance que o da TV e seu aparelho receptor ainda é bem mais barato. (nas comunidades ribeirinhas do Rio Tapajós, por exemplo, o Rádio é utilizado para que as informações de saúde pública cheguem à população. (Confiram o projeto Saúde e Alegria que rola por lá – www.saudeealegria.org.br)
O mais interessante na mídia Rádio é que o fato de termos que comunicar apenas com som, sem imagem alguma, e o ouvinte não ter como “voltar” o que acabou de escutar, faz com que as notas de Rádio tenham que ser concisas, claras e muito informativas. Um desafio – fazer algo simples, que soe bem e que contenha muita informação.
A ” NOTA” é o formato mínimo de Rádio – geralmente não pode passar de um minuto e meio de locução. Caso passe, mais fácil somar muitas notas de um mesmo tema, ou de temas diversos, e montar um ” BOLETIM”. A ´”NOTA” é como o lead da reportagem: tem as informações básicas, adequadas à linguagem acessível ao público alvo da Rádio em questão.
Links interessantes sobre a História do Rádio:
Ondas Curtas http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/Historia.htm
History of Radio - http://history.sandiego.edu/GEN/recording/radio.html
Coletânea de links – http://earlyradiohistory.us/
Tipos de Textos Jornalisticos
Listo aqui três tipo básicos, embora haja derivações e fusões, no qual trabalharemos este ano e alguns links interessantes para vocês aprofundarem o assunto.
1 – Reportagem – É o formato básico do jornalismo. Reportar algo é relatar, contar… (story em inglês). Que histórria é essa contada pelo repórter? Trata-se de uma hsitória real: a notícia.
Para se contar a história com o máximo de elementos possíveis (lembrando que a objetividade total é impossível), o repórter
A reportagem busca o objetividade – embora saiba da impossibilidade de alcançá-la. Por isso, o repórter vai atrás de muitas fontes para diversificar seu olhar sobre a notícia.
A reportagem mudou muito: quando a mídia de massa (mass media) ainda engatinhava e tinha-se mais tempo para a leitura de um jornal, a reportagem chegou a se aproximar da literatura – era o movimento New Journalism norte-americano. O filme Capote (2005) retrata bem a história de um dos principais repórteres do New Journalism.
Hoje, com a profusão vertiginosa de informações, o modelo de Pirâmide Invertida
(com o lead – ou lide) prevalece.
No fim dos anos 60, os limites da reportagem fora testados na experiência chamada de Jornalismo Gonzo, onde o repórter experimentava ao máximo “viver” sua reportagem. Muita vezes associava essa experiência ao uso de drogas e alucinógenos, típico da contra-cultura. Hunter Thompson foi o exemplo do jornalismo Gonzo e o filme Fear and Loathing in las Vegas (1998), de sua autoria, vale a pena ser assistido.
Saiba mais sobre o New Journalism (Gay Talese, um de seus expoentes, na foto ao lado)
http://www.newnewjournalism.com/
Exemplo típco de reportagem do tipo Prirâmide Invertida:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u381429.shtml
Saiba mais sobre o Jornalismo Gonzo: (Um dos fliers produzidos pelo ícone do movimento Hunter Thompson acima)
Idade Mídia 2008
Vocês fazem parte de uma turma especial. Aproveitem ao máximo essa oportunidade, ampliem seus contatos e se esforcem para que, da próxima vez que forem assistir a televisão ou acessar a Internet, o façam de forma mais ativa, crítica e … sabida!
Aqui há espaço para o glorioso erro: o único caminho para o acerto. Em comunicação (e também na educação) nada se faz sem muita experimentação. Portanto:
Ousem ser tolos
E um excelente ano para todos nós!

