Dicas de livros – Deu no New York Times

Publicado por Vinicius em 4 de abril de 2009.

 

 

 

 

Deu no New York Times é fruto das experiências vividas pelo correspondente norte-americano Larry Rohter  durante quase quatro décadas passadas no Brasil. Enviado doNew York Times ao país entre 1999 e 2007, o jornalista já havia desempenhado a mesma função no final da década de 70 e no começo dos anos 80 na revista Newsweeke no jornal The Washington Post. Ao longo de todos esses anos, cruzou o Brasil entrevistando de presidentes e a anônimos. Só pelo jornal nova-iorquino, publicou mais de quinhentas reportagens. 
 
Este livro reúne textos inéditos nos quais Rohter analisa o país sob a ótica singular de um jornalista experiente e profundo conhecedor da nossa nação, escrevendo para o diário mais importante do mundo tratando de política, cultura, meio ambiente e raça, entre outros temas. Retrato do país que passa muito longe do Brasil “para gringo ver”,Deu no New York Times traz ainda algumas das melhores reportagens do correspondente sobre o Brasil e os brasileiros publicadas no jornal americano. Acompanhando os textos, o jornalista acrescenta comentários nos quais aproveita para dizer tudo que tinha vontade mas não podia, devido às restrições impostas por sua posição no NYT
 
Aqui, ele revela pela primeira vez os bastidores da polêmica tentativa, por parte do governo Lula, de expulsá-lo do país. Para Rohter, as razões que motivaram a tentativa de sua expulsão foram muito além do que uma simples indignação do presidente diante da reportagem do jornalista americano sobre seus hábitos etílicos. “Foi astuto da parte deles confundir Lula com o Brasil e argumentar que, ao “insultar” Lula, eu estava de algum modo também insultando a honra de todo o Brasil. Isso era demagogia, é claro. Mas é também uma técnica eficaz se você está tentando esconder alguma coisa muito desagradável ou desviar a atenção de falhas maiores, que, é claro, era exatamente a situação em que o PT se encontrava”, escreve Rother no capítulo “Lula e eu”.
           
Deu no New York Times é um livro crítico e franco: “Há um traço de egoísmo que permeia a vida cotidiana no Brasil. Todo motorista na rua parece pensar que é o único que está de carro, e dirige de acordo com essa idéia, sem considerar seus vizinhos e concidadãos. No banco, no cinema, no ponto de ônibus ou no supermercado, há normalmente alguém (ou vários alguéns) que acredita que é importante demais ou está com pressa demais para ficar na fila — e fura a fila”, analisa por exemplo o jornalista americano no capítulo “Sociedade”.
 
Embora em muitos momentos se revele também um cúmplice do Brasil, Larry Rohter não deixa de apontar e criticar o que considera apenas vícios e ilusões ufanistas dos brasileiros. Sua visão é de um americano que conhece o país como poucos brasileiros e que tem opinião e histórias para contar sobre vários temas relevantes. “Os brasileiros persistem em se descrever como ‘o povo mais cordial do mundo’, mesmo quando há índices evidentes apontando na direção oposta”, observa ele. “Mas é impossível não ficar impressionado com o otimismo que é uma parte básica do caráter brasileiro, a convicção de que ‘tudo vai dar certo’. Mesmo nas circunstâncias mais desfavoráveis, os brasileiros tentam animar uns aos outros: ‘Güenta firme, meu irmão’”, admite mais adiante.
 
Outro tema polêmico do livro que deve mexer com brios nacionalistas é a “questão amazônica”. Com base em extensa argumentação, o autor afirma que a idéia de que os estrangeiros cobiçam a Amazônia e tramam secretamente tomá-la do Brasil não passa de um “mito pernicioso”. Para ele, uma espécie de “paranóia brasileira” esconde também, além de fortes e óbvios interesses econômicos, nossa incapacidade de garantir a preservação da floresta. “A história da América do Norte e da Europa está repleta de exemplos de devastação que poderiam e deveriam ter sido evitados, mas essa me parece uma justificativa muito frágil para o abuso em larga escala do ambiente que ocorre hoje no Brasil”, pondera o jornalista. 
 
O resultado de Deu no New York Times é, enfim, um retrato ao mesmo tempo contundente e apaixonado do país. “Seria uma insensatez para qualquer estrangeiro ter a pretensão de “conhecer” o Brasil o suficiente para explicá-lo com autoridade para estrangeiros, que dirá para brasileiros. Espero ter evitado essa armadilha, e escrito um livro que não é sobre o Brasil, mas simplesmente sobre o meu Brasil”, escreve Rohter, que surpreende o leitor desconfiado em vários momentos com elogios rasgados ao país. Segundo o atento observador norte-americano, nossas qualidades vão muito além da caricata trilogia do samba, carnaval e futebol: “Os feito em ciência e tecnologia são uma das melhores maneiras de apagar a noção ainda remanescente de que o Brasil, como De Gaulle teria dito uma vez na década de 60, ‘não é um país sério’ e de projetá-lo no primeiro escalão da política global.”            
 
Sobre o autor:
 
Larry Rohter nasceu no dia 3 de fevereiro de 1950, em Oak Park, Illinois, um subúrbio de Chicago. Formou-se em história, política e economia na Georgetown University School of Foreign Service e fez pós-graduação em história e política da China Moderna no East Asian Institute da Columbia University School of International Affairs. Entre os prêmios que ganhou estão o americano Maria Moors Cabot e o Embratel, na categoria Melhor Correspondente Estrangeiro. Casado com uma brasileira, com quem tem dois filhos, Rohter mora atualmente em Hoboken, New Jersey, e continua trabalhando noNew York Times.

Fotos!

Publicado por Anna Gabriela em 3 de abril de 2009.

Bom, gente, aqui está o link das fotos das nossas aulas; se alguém tiver fotos e quiser que eu publique, só me avisar (e mandar a foto, claro, se possível avisando em qual encontro foi tirada). Pode mandar via email se preferir (annaweber@live.nl)

Enfim, o link: http://s590.photobucket.com/albums/ss344/idademidia/

Em breve, postarei as fotos de hoje (apesar de não ser uma quantidade enorme.. a câmera deu problema bem na hora asuhashu). Qualquer problema no álbum, me avisem via orkut/email.

Até! (:

Vamos escolher?

Publicado por alevoci em 23 de março de 2009.

SUA ESCOLHA!Amigos, postei uma enquete sobre que filme, que trata de alguma forma do tema mídia, poderíamos trabalhar no Idade Mídia. Está em nossa comunidade do Orkut.

Por favor, cadastrem-se na comunidade e votem.

Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=222014

ps: Anna, belo post com a linha editorial do Radar.

Abs
Ale

Linha Editorial “Radar do Mundo”

Publicado por Anna Gabriela em 20 de março de 2009.

Gente, hoje discutimos sobre a Linha Editorial do blog do Gilberto Dimenstein, portanto vou postá-la aqui.

- Foco: São Paulo/Comunidade

-  O blog busca o bom da cidade, coisas que acrescentem algo à Cidadania, sempre buscando a criatividade e a inovação.

- Experiência:

- cultural

-educativa

- urbanista

- relação positiva com São Paulo

- inventividade

Sobre o Público: os leitores do Radar do Mundo são basicamente adultos e estudantes em ano de vestibular, pessoas que procuram educação não-formal, e público da rádio e do jornal.

Por enquanto, é isso.

(ps: obrigada, Mare!)

IDADE MÍDIA 2009 – Que seja bem-vinda a turma nova

Publicado por alevoci em 6 de março de 2009.

Tenho certeza que viveremos um ano cheio de descobertas, companheirismo, aprendizagem, emoção e sobretudo, desafio. Desafiaremos nossos limites a todo instante. O Idade Mídia é um convite a mergulhar no mundo da informação e construir uma bóia personalizada, para acabar não se afogando nesse mar

Pra começar, a turma precisa se conhecer, e os educadores precisam conhecer melhor todos para saber que curso montar para 2009, já que cada ano é diferente no Idade Mídia.

Mar de Informação?

Algumas coisinhas pra gente pensar:

- Um Blog nasce a cada 15 segundos na Internet – *Fonte Comitê Internacional de Gestão da Internet
- Barack Obama gastou mais recursos de campanha na Internet e não na televisão, como outros presidenciáveis americanos – * Fonte: The New York Times
- O programa Hermes e Renato, da MTV, teve mais audiência no Youtube, onde acabou se consagrando, do que na própria TV aberta. * Fonte; MTV Brasil.
- Uma idéia na cabeça, uma câmera na mão – de Glauber Rocha, expoente do movimento Cinema Novo, no Brasil, na década de 60.
- Meu jornal é meu revólver – de Marcus Faerman, criador do jornal alternativo Versus, de 1964.
- Fazendo um vídeo, e conhecendo se processo de distribuição, eu acabo entendendo melhor como aqueles programas acabam na TV – estudante do colégio Gracinha, de São Paulo.
- O meio é a mensagem – Marshall McLuhan – teórico da Comunicação
- Qualquer política de educação que não considerar o cyberespaço como mediador de conhecimento está destinada ao fracasso – Pierre Levy, filósofo francês, em 1993.

MEDIA ON

Publicado por Vivi em 5 de setembro de 2008.

Gente, 4ª e 5ª feira dessa semana acontecerá no itaú cultural o II Seminário Internacional de Jornalismo On-line. As inscrições já foram encerradas, mas vai ter como acompanhar o evento na internet.
Quem quiser maiores informações pode acessar http://mediaon.terra.com.br/2008/

Pautas da nossa Revista

Publicado por alevoci em 24 de junho de 2008.

Pessoal,

Depois de suar muito na nossa reunião de pauta, chegamos a bons resultados. Essa revista tem tudo para ser fantástica!
Vamos ler as pautas abaixo tentando visualizar a revsita como um todo.

1) Grupo: Giovanna, Flávia e Mariana
Pauta: Herança cultural da arquitetura urbana paulistana e como ela enriquece e valoriza a cidade.

2) Grupo: Matheus e Jéssica
Pauta: Ruas musicais. Como influenciam as bandas de jovens da cidade e as pessoas que querem estudar música. A importância da Rua Teodoro Sampaio para a cidade e pessoas que a freqüentam.

3) Grupo: Beatriz Helena e Vivian
Pauta: Centro da cidade: comparação entre o centro de São Paulo e os centros de outras cidades. Os Centros que passam de financeiros para históricos.

4) Grupo: Maria Isabel e Manuela
Pauta: Diferentes tipos de dança na Cidade de São Paulo que não são muito conhecidas pela população e como, de certo modo, têm sua ocorrência de acordo com a região da cidade.

5) Grupo: Cibele, Ana Luisa e Tamara
Pauta: Como a moda influenciou grandes estilistas da cidade de São Paulo e como esses estilistas devolveram suas criações para o dia-a-dia da cidade.

6) Grupo: Alessandro e Beatriz
Pauta: Diferentes pontos de vista sobre o bairro da Liberdade (internos e externos) e o dia-a-dia das pessoas que freqüentam o bairro, comparando-o com outros bairros orientais do mundo.

7) Grupo: Marthina e Felipe
Pauta: Pontos de encontro onde grupos e tribos discutem seu tema de interesse em comum, traçando assim sua própria cidade dentro de São Paulo.

8) Grupo: Fernando e Isaac
Pauta: Micro-comunidades de imigrantes dentro da cidade de São Paulo.

9) Grupo: Guilherme e Fernanda
Pauta: Como os estudantes da USP conseguem se sustentar na cidade de São Paulo, como jovens independentes e comparação dessa forma de vida entre São Paulo e outras cidades do mundo.

Linha Editorial

Publicado por alevoci em 12 de junho de 2008.

Após muito debate, e idéias interessantíssimas na roda, nossa linha editorial foi definida da seguinte forma:

Público – Alvo:

Primário: Jovens (14 a 25)
Secundário: Adultos (acima de 30).

Objetivo e Abordagem:

Abordar questões urbanas, com pautas que fogem do clichê e do lugar comum, que mostrem uma São Paulo cultural, econômica ou política, e relacionem esses aspectos da cidade com temas e outras cidades.

Exemplo: Falar do Graffiti em São Paulo, onde mais ele se encontra em outras cidades, a história do graffiti, como ele saiu das ruas e ganhou as galerias de arte, s principais grafiteiros etc.

São Paulo é só ponto de partida das pautas e torna-se um diferencial desta publicação.

Linguagem viusual e verbal:

Que respeite esse público alvo, criativa, com particiapação de todos.

Nome:

Importantíssimo ser defeinido para que um Logtipo possa ser criado.

Pautas:

Na famosa “Reunião de Pauta”, cada dupla de reportagem vai abordar uma pauta que consiga deixar a revista plural e completa.

Pra quem curtiu jornalismo Gonzo

Publicado por Vivi em 8 de junho de 2008.

Boas novas pra quem ficou encantado/ curioso/ intrigado com a vida de Hunter S. Thompson. Será lançado no dia 04/07, nos Estados Unidos o filme Gonzo, que retrata a vida do criador desse estilo de jornalismo. Pesquisei e não ví nem sombra de data de estréia no Brasil, acredito que vai demorar bastante. Quem não quiser esperar pode assistir ao trailer no site oficial do filme, onde estão disponiveis fotos, sinopse e outras informações sobre o filme e sobre a vida de Thompson.

Imigração no Band Debate

Publicado por a170009 em 5 de junho de 2008.

Como a maioria dos integrantes do Idade Mídia, sexta feira passada, dia 30/05, assisti à palestra sobre imigração, globalização e difusão de culturas no Band Debate. De forma muito prazerosa, nós escutamos relatos extremamente interessantes que variaram seus assuntos desde a imigração japonesa para o Brasil até o surgimento do Beirute no país. Nos divertimos com a espontâniedade do Libanês Rafik e com o bom humor de Li, mas sobretudo pudemos perceber a importância que os imigrantes tiveram para toda a sociedade brasileira: a diversidade de culturas, a liberdade de escolha de ideais e valores foram consequências positivas da vinda de pessoas tão diferentes e únicas para o país. Consigo, essas pessoas também trouxeram práticas e habilidades novas, ajudando no desenvolvimento de ténicas agrícolas na sociedade cafeeira, na incrementação da culinária ,entre muitas outras coisas…!

Sobre público-alvo..!
O que mais me chamou atenção na palestra (fazendo um link com jornalismo), foi uma frase que Rafik disse a respeito de suas obras tão bem conceituadas: “Às vezes nos preocupamos única e exclusivamente com o público alvo a que dirigimos nosso trabalho. Eu não acredito nisso. Creio que o que produzimos tem que atingir os mais variados gostos por mais que isso seja difícil. Não devemos restringir o que fazemos para um grupo fechado, mas sim fazer algo que possa agradar todos”.
Eu achei que agora que estamos finalmente resolvendo sobre o assunto de nossa revista, para quem a direcionaremos e tudo mais, eu achei que essa nformação realmente veio para nos ajudar! Nós somos tão “mente abertas”, e acredito que nossa revista também possa ser. Afinal, eh difícil agradar a todos, mas não é impossível. =]

Beijos gente, até amanhã!

Giovanna Passos Miranda

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